E tem oficina nova! A última do ano!
O tema é Design, que a gente quase não gosta.
O grande lance dessa oficina é trazer essa prática em volta do conceito de DESIGN ABERTO (Open Design), que o mundo vem vivenciando. Temos acompanhado no Pinterest a disponibilização de vários tutoriais nesse sentido. Basicamente os designers abrem tutoriais para que todo mundo tenha acesso aos seus projetos e possa executá-los livremente. 
Quisemos trazer um evento de finalização do ciclo 2012, antes que o mundo acabe, com uma palestra sobre o tema (GRATUITA) e uma oficina que inclusive terá duas turmas (TARDE e NOITE). Tudo isso acontece num dos espaços mais autênticos de arte de Porto Alegre, o ATELIER SUBTERRÂNEA.
 
// SOBRE A LENARA
A LENARA VERLE é uma Maria (foi sócia da empresa até decidir se entregar para o doutorado em Arte e Tecnologia na Alemanha, onde ela vive atualmente). Reza a lenda que foi a primeira mulher no Estado a colocar suas mãozinhas em um Mac, na época que era bolsista da UFRGS. Além de ser uma pessoa do mundo e viver em trânsito por conta de participações em eventos relacionados com as áreas que ela domina (design, tecnologia, arte, curiosidades em geral), a nossa Lenara é uma curiosa por natureza e talvez seja a pessoa com maior repertório de referências esdrúxulas que já tenhamos encontrado por aí.
Nem precisamos dizer que estamos muito empolgadas em poder finalizar o ano com essa. Curioso é que as oficinas na Maria Cultura surgiram como um trial para um projeto que estamos desenvolvendo e acabamos gostando dessa cachaça.
Em 2013 teremos novidades. Avante!

E tem oficina nova! A última do ano!

O tema é Design, que a gente quase não gosta.

O grande lance dessa oficina é trazer essa prática em volta do conceito de DESIGN ABERTO (Open Design), que o mundo vem vivenciando. Temos acompanhado no Pinterest a disponibilização de vários tutoriais nesse sentido. Basicamente os designers abrem tutoriais para que todo mundo tenha acesso aos seus projetos e possa executá-los livremente. 

Quisemos trazer um evento de finalização do ciclo 2012, antes que o mundo acabe, com uma palestra sobre o tema (GRATUITA) e uma oficina que inclusive terá duas turmas (TARDE e NOITE). Tudo isso acontece num dos espaços mais autênticos de arte de Porto Alegre, o ATELIER SUBTERRÂNEA.

 

// SOBRE A LENARA

A LENARA VERLE é uma Maria (foi sócia da empresa até decidir se entregar para o doutorado em Arte e Tecnologia na Alemanha, onde ela vive atualmente). Reza a lenda que foi a primeira mulher no Estado a colocar suas mãozinhas em um Mac, na época que era bolsista da UFRGS. Além de ser uma pessoa do mundo e viver em trânsito por conta de participações em eventos relacionados com as áreas que ela domina (design, tecnologia, arte, curiosidades em geral), a nossa Lenara é uma curiosa por natureza e talvez seja a pessoa com maior repertório de referências esdrúxulas que já tenhamos encontrado por aí.

Nem precisamos dizer que estamos muito empolgadas em poder finalizar o ano com essa. Curioso é que as oficinas na Maria Cultura surgiram como um trial para um projeto que estamos desenvolvendo e acabamos gostando dessa cachaça.

Em 2013 teremos novidades. Avante!

Caminhada Fotográfica em Porto Alegre
A idéia é bem simples: organizar uma caminhada fotográfica com o maior número de pessoas possível para fotografarem a sua Porto Alegre, da sua perspectiva. Profissionais, amadores, analógicos, digitais,instagrammers, o objetivo não é selecionar nem barrar ninguem, por motivos de kwnow how ou técnicos, é aberto para todos que queriam participar - e é de graça. 


Para quem se interessar, a programação é a seguinte:

PASSO 1- Pocket Palestra - Danilo vai preparar uma conversa, não muito demorada, onde vai exlpicar um pouco os conceitos básicos de fotografia, com foco na fotografia urbana / arquitetônica / dcumental. Vai mostrar algumas referências, explicar um pouco sobre composição e motivar a galera participante.
PASSO 2 - Caminhada Guiada - A caminhada em sí. O grupo vai seguir a pé pelo trajeto proposto, fotografando o que virem / quiserem / gostarem. O objetivo é mostrar essas várias facetas da cidade, pela visão de cada um. Alguns vão escolher detalhes arquitetônicos, outros vão se “apropiar” de pixações ou dizeres escritos nas paredes, outros, podem fotografar pessoas / locais mesmo. O grupo pode se dispersar durante o trajeto, então, marcamos as 17h um ponto de encontro na Escola Fluxo. Onde o grupo vai ser reunir novamente e trocar idéias, mostrar conteúdo, interagir. 
PASSO 3 - Exposição - Todo mundo que participar vai ser convidado a nos enviar o material da caminhada e a idéia é curarmos as melhores / mais relevantes e organizarmos uma expo ao ar livre no dia 1.12 durante o evento 24 horas para o fim do mundo. Esse evento é um capítulo a parte mas como, esperamos, vai mobilizar bastante gente, achamos legal a idéia de culminarmos nele a expo. Depois do dia 1 / 2.12, a idéia é acharmos um local para a expo ficar mais um tempo. A Casa de Cultura é nossa parceira nisso, então pensamos em achar espaço por lá, mas nada confirmado também.
Como procede isso tudo?
A caminhada acontecerá no dia 24.11, às 14h.  O ponto de encontro é a Casa de Cultura Digital (CDCMQ Quinto andar). Partimos dali, num trajeto que atravessa o centro histórico e culmina na Redenção / Bom fim (Escla FLuxo).
Fator Social - #minhapoa
A idéia de trazermos o Instagram pra dentro do projeto surgiu, principalmente, pela vontade de inclusão do maior número de pessoas na caminhada, mas não podemos negar o fator de disseminação social que ele tem. Criamos uma hashtag que, todo mundo que tirar fotos com o app durante a caminhada, utilize ela. Desenvolvemos um hotsite que vai funcionar como uma galeria espontânea, guardando instantâneamente, todas as fotos tiradas com a hashtag. E aqui o link do evento no facebook.
Nos vemos sábado, certo? 
                                                                                                      Pulselibre

A Pulselibre vai além da estética. somos um conceito e nos apropriamos de cores, tecidos, papéis, palavras, frases e assuntos para que o mundo nos ouça, veja, sinta, toque e questione. queremos trazer algo além do consumo pelo hábito. que inspire e que faça a vida ficar mais alegre. mais leve. mais intensa. mais viva. Pulse.

As estrelas do céu das cinco…

Acabou o horário de verão em Berlin, o solstício de inverno se aproxima e eu vou me acostumando a olhar para o céu escuro antes das 5 da tarde. As temperaturas não chegaram a zero ainda, mas os dias cada vez mais curtos se fazem notar e dá vontade de aproveitar o solzinho enquanto ele está lá. Felizmente o outono tem sido ensolarado, bom pra passeios pelo canal e pelos parques onde dá pra ver as árvores mudando de cor.

Tem amarelos no canal,

e vermelhos no pátio da minha casa. 

Aqui sou eu descansando ao lado do canal no caminho das cerejeiras de Lohmühlenstraße:

Nesse dia fui finalmente visitar o monumento e cemitério dos soldados soviéticos em Treptower Park. É imenso e bem impressionante. Um cartaz alerta que as imagens são de uma época e local onde se retratavam emoções fortes de maneira imponente, e é o que vemos em estátuas gigantescas da mãe pátria chorando e soldados ajoelhados. 

Os baixos relevos são tão expressivos que apesar de caminhar com minha amiga pelo lado onde as legendas eram em russo, mesmo assim adivinhamos boa parte do que estava escrito. Depois deu pra entender quase tudo nas inscrições da versão em alemão - são frases de Stalin e uma palavra que eu não conhecia aparecia frequentemente junto com “pátria”, “luta” “liberdade” e “exército vermelho”. Fui olhar no dicionário e significava “heróis”. E assim são retratados os soldados no monumento. Mas guerra é um momento de muitas atrocidades, e naquela mesma noite ouvimos de um Berlinense do leste (ele aprendeu russo na escola quando criança, e hoje trabalha na Lufthansa) histórias de como sua avó, ao saber que os soldados russos estavam chegando, cortou o cabelo e vestiu roupas masculinas para escapar de um possível estupro. Outras não tiveram a mesma sorte. Admiro muito os esforços da Alemanha em fazer questão que a história, por mais horrível e vergonhosa que seja, não caia no esquecimento.

Alem dos passeios de outono fiz um programa diferente de Halloween: fui ajudar na VoKü (cozinha comunitária) do edifício onde mora minha amiga Susana. Uma vez por mês eles fazem uma janta aberta pra quem quiser aparecer e pagar um preço simbólico por uma deliciosa comida vegana. Semana passada o tema era o dia das bruxas, então o purê de batatas estava no formato de um fantasminha, os pimentões recheados de quinoa e vegetais tinham caretas esculpidas, e os deliciosos biscoitos de amêndoas eram em formato de dedo de bruxa, ente outros detalhes… Aqui fotos mostrando as obras primas antes de serem devoradas pelos convidados:  

Berlin tem muitas comunidades voltadas pra temas ecológicos, políticos, sociais, várias delas em edifícios abandonados que foram ocupados e revitalizados, e a VoKü é uma tradição, quem quiser pode comer todo dia assim, cada dia em uma diferente, seguindo um calendário que eles publicam no Squat-Net Berlin

Semana passada foi o aniversário da cidade, 775 anos segundo contas meio impossíveis de fazer com exatidão e para celebrar convidaram um grupo francês de “poetas do fogo” pra espalhar centenas de instalações incadescentes pelo centro histórico da cidade. Foi lindo e nem deu pra sofrer na noite de temperaturas quase negativas pois era só parar em uma das lindas “Edmond” ou “Réverbères de Feu” pra se esquentar. 

 

Outro programa legal de outono foi uma visita guiada às galerias de arte de Neukölln, um bairro super simpático que fica ao sul do famoso, boêmio e multicultural Kreuzberg. Nos últimos anos galerias novas tem aberto por lá em um ritmo impressionante. Toda primeira quinta feira do mês elas tem vernissages e programas especiais, e nesse dia tem também acontece uma tour a pé feita por voluntários que vale muito a pena acompanhar nesse site. O programa sempre muda e a tour esse dia passou por desde uma tattoo shop que recebe tatuadores do mundo todo pra residências artísticas, até galerias mais tradicionais, e um espaço de co-working e portal de artes que tenta conectar a comunidade criativa em Berlin. Afinal, artista é o que não falta por aqui!

Pra terminar, uma fotinho de Kassel, onde este ano aconteceu novamente uma super expo de arte contemporânea que rola de 5 em 5 anos, a Documenta. 

Essa edição estava ótima, com arte espalhada pelo parque, em lojas de departamento, além de - claro - em museus e galerias, mas com obras bem incomuns, como uma em que a obra de arte é uma brisa que sopra e guia os visitantes pelo museu: 

Por hoje é só, fico com a chuvinha macia que cai às vezes aqui no outono.

                                                                                    Lenara Verle

Lenara Verle mora na Alemanha e faz um doutorado por lá. Se interessa por arte e não-arte, e tudo que está no meio dos dois.

I am you.

Fica difícil não falar um pouquinho sobre o show protagonizado por Lady Gaga na capital gaúcha na última terça-feira, dia 13 de novembro.

A cantora aterrissou no Brasil recentemente e depois de visitas ao morro do Cantagalo no Rio de Janeiro e uma legião de fãs caracterizados em São Paulo, Gaga encerra a turnê pelo país em Porto Alegre cantando para um público de aproximadamente 16 mil pessoas, pouco mais da metade do total de bilhetes postos à venda, e nem por isso faltou entusiasmo.

Entre juras de amor eterno e discursos de apoio às diferenças, Lady Gaga se apresentou durante aproximadamente 2h30min interpretando alguns de seus maiores sucessos, misturando canções de seu álbum mais recente às antigas músicas que a consagraram no inicio da carreira. Vocais a parte (poderosos, diga-se de passagem), o show contava com uma estrutura incrível. No palco, um gigantesco castelo medieval se abria, fechava e desdobrava em meio a coreografias ousadas, diálogos teatrais, vaginas alienígenas (sim!) e mais de 15 trocas de figurino que transbordavam a personalidade excêntrica da cantora. Um espetáculo a parte.

“I am you”, assim ela se apresenta logo ao entrar em cena. A interprete de Born This Way nos convida a adentrar seu universo onde aceitação é o lema e a chave para o futuro. O momento inesperado da noite veio junto ao sucesso You and I, quando Gaga chamou três fãs ao palco. Laura Pizon, uma estudante de 13 anos de idade foi suficientemente ousada e corajosa ao fazer a seguinte pergunta: “Posso cantar pra você?”, e recebendo o aval da Mother Monster, soltou a voz e encantou o público até então inseguro em relação ao acontecimento. Enfim, uma jovem talentosa, uma artista receptiva e um dueto ao lado de uma das maiores estrelas da atualidade, assistam o vídeo e contagiem-se.

 

Lady Gaga se mostra, sem dúvida alguma, uma artista completa que emana paixão e dedicação pelo que faz. Pós show permaneceram duas certezas: a de que os fãs já apaixonados foram a loucura e a de que certamente alguns Little Monsters antes “resistentes” se alistaram ao exército comandado pela cantora. 

                                                                                        Filipe Teixeira


Felipe Teixeira, estudante de (e apaixonado por) moda, um entusiasta da criação. Vim falar da roupa de cada dia, a roda rotineira sobre o que de mais interessante surge para surpreender ou ofender. Quero compartilhar interesses, temas, novidades… tudo aquilo que fuja do óbvio, tudo que possa tornar nosso encontro ainda mais cativante.

Fome.

Numa das minhas viagens, aproveitei para ler bastante. A pilha de livros da minha cabeceira já estava se tornando outro criado-falante. E para mim, uma viagem que não seja a trabalho, implica descansar os olhos sobre as letras.

Um dos eleitos foi Fome, de Knut Hamsun, traduzido pelo Carlos Drummond de Andrade. Uma amiga gostou tanto que me emprestou seu exemplar na certeza de que eu iria gostar também. A propósito, é realmente uma felicidade para mim que os amigos queiram compartilhar comigo coisas pelas quais nutrem admiração.

O livro trata de forma autobiográfica a história de um escritor miserável que percorre as ruas de Oslo, trajando farrapos, portando um resto de lápis com o qual escreve artigos para os jornais e assim consegue aplacar a fome e continuar vivendo. Enquanto isso, ele reflete sobre o sentido da vida e luta por manter os seus princípios e valores independentemente das condições subumanas a que é submetido.

Vemos a fome dilacerar o ser humano, colocando-o em situações humilhantes e aterradoras. Mas a forma como o próprio personagem vê tudo isso, às vezes com desdém, outras com ironia, amenizam a dor daquela situação extrema. Ao mesmo tempo em que ele é tomado pela insanidade, consegue manter o contato com a realidade e desse modo revela momentos de imensa lucidez.

Genial é ver a pobreza ali desvelada sem o ranço de nenhuma ideologia. Não tem discurso político nem moralista. Tem apenas a visão realista de um miserável e por isso mesmo, você acaba se sentindo um deles.

A linha traçada entre o que é  honesto e o que é preciso fazer para se manter vivo se mantém  sempre tensionada. Afinal, por quanto cada um de nós se corromperia por um prato de comida? 

A tradução é impecável e nos faz ler dois grandes autores ao mesmo tempo, Hamsun e Drummond.

Sobre o autor

Individualista, excêntrico, tímido e aparentemente desajustado, Hamsun tinha 60 anos quando aceitou ir à cerimônia de entrega do Nobel, com a condição de não ter que discursar. Mas surpreendeu a todos dizendo umas poucas palavras de encorajamento aos “jovens de todo mundo”. No caminho do hotel perdeu o cheque milionário. Quando o encontraram, quis dividi-lo com os dois amigos noruegueses que o acompanharam a Estocolmo. 

Knut Hamsun foi estivador, lenhador, marinheiro, sapateiro, condutor de bonde, jornalista, cuidador de frangos. Passou fome e sofreu todo o tipo de humilhação. O escritor atormentado de Fome é ele mesmo.

Marca-livro

No fundo, posso perfeitamente ter a alma um tanto delicada, sem por isso ser um louco; há naturezas que se alimentam de bagatelas, e que são destruídas simplesmente por uma palavra dura. Insinuei que eu era uma dessas naturezas. O fato é que a pobreza aguçara em mim certas faculdades, a ponto de causar-me profundos dissabores, sim, posso lhe garantir,  profundos dissabores - ai de mim! Por outro lado, isso tem suas vantagens: até me ajuda, em certas situações. O pobre inteligente é um observador mais fino que o rico inteligente. O pobre olha em redor, a cada passo; examina, desconfiado, cada palavra das pessoas que vai encontrando; cada passo que ele próprio dá impõe a seu espírito e a seu coração uma tarefa, um dever. Tem ouvido fino, é impressionável, experiente, leva queimaduras na alma…

Curiosidades

Hamsun flertou com o nazismo e, ao final da guerra, foi preso e transferido para uma clínica psiquiátrica e depois para um asilo de velhos. Em 1947, foi julgado e condenado por suas ideias. Mas nada disso desqualifica sua obra.

                                                                                      Naiana Alberti

Naiana Alberti, professora do Método DeRose, ensina um estilo de vida que que desenvolve as capacidades inatas do ser humano. Nem crítica de teatro, nem de cinema, nem de nenhuma outra arte. Apenas um olhar sobre o que vivencia e uma vontade em compartilhar com os leitores suas andanças pelo universo cultural.

We want the best, we got the best.

KISS, a banda mais quente do mundo começou sua turnê no Brasil em Porto Alegre Rock City nessa quarta feira dia 14 de novembro, e levou mais de 10 mil fãs a delírio.

O show começou às 23:35, com duas horas de atraso que já haviam sido avisadas anteriormente pelo produtor: “Não se preocupem pessoal, a banda está aqui. Os problemas que estamos enfrentando são técnicos.” - aviso de extrema importância, levando em conta que o povo porto-alegrense é traumatizado com Axl Rose em 2010 jantando no Rio de Janeiro no horário do show.

A banda do diabo - como era conhecida nos anos 70 - começa a performance do extremo oposto: o céu, de onde desce em uma plataforma de metal para a primeira música da noite, Detroit Rock City, seguida de Shout it Out Loud do ambas do albúm Destroyer de 1976. As caixas de som no fundo do palco e a pirotecnia fizeram o cenário do show e cada batida mais forte era seguida de fogos de artifício e chamas na lateral do palco, elevando o conceito de banda mais quente ao nível MÁXIMO. 

A maquiagem apaga os traços de meia idade e nos faz enxergar Gene, Paul, Eric e Tommy jovens, e assim viajamos no show direto para os anos 80, com Gene cuspindo sangue, minimizando o sofrimento de ver nossos rock stars sendo levados pela idade e suas limitações. 

No total, foram 18 músicas, finalizando o espetáculo com o proibidão Lick it Up, seguida de I Was Made for Lovin’ You e Rock and Roll All Nite, que encerrou a noite com chuva de papel picado, êxtase total e necessidade de mais Kiss nas nossas vidas. Paul prometeu que eles vão voltar, e nós vamos aguardar sua volta de braços e pernas abertas.

                                                                                               Larissa Ely

  Larissa Ely, filha de Maria e irmã de Jesus. Porta-bandeira na Maria Cultura e coordenadora deste mesmo blog. Acredita apenas em pessoas que gostam de arte moderna e música de qualidade.  

A Europa é mesmo iluminada.

Bedankt aan iedereen om er een fantastisch festival van te maken.

A Bélgica iluminou-se recentemente com o Licht Festival Gent, que trouxe o melhor do trabalho com luzes do mundo inteiro, chegando ao impressionante feito de vestir uma catedral inteira com 55mil luzinhas de Led. Sim, meu sonho era estar ali dentro e viver essa explosão de alegria iluminada. Já que entrei nessa nessa onda de luz, resolvi pesquisar sobre um dos maiores festivais desse tipo, que acontece em Lyon, na França e que tem um nome bonitinho, La Fête des Lumiéres - que, para quem não domina em absoluto a língua, quer dizer Festa das luzes. E deve mesmo ser uma grande festa.

Decubro que o festival ainda está na ativa e que, inclusive, acontecerá no dia 9 de dezembro (aceito passagem para a França), quer dizer que ainda temos tempo de ir até lá para iluminar a alma! Todos os trabalhos são site specific inscritos por diversos artistas, que ocupam os bairros da cidade mudando a paisagem noturna de quem mora e/ou passeia por Lyon. Achei incrível o site, que inclusive mostra em um mapa as obras que podem ser encontradas, por localidade. E o video-teaser dessa edição 2012, que também gosto bastante.


Teaser Fête des Lumières 2012 por ville-de-lyon

Adoraria ver isso de perto. Vive la fête!

                                                                                                  Camila Farina

Wes Anderson é um diretor e roteirista de cinema que tem a brilhante capacidade, entre outras coisas, de nos aproximar de um mundo fantástico e de nos colocar em contato com personagens excêntricos que sempre possuem uma habilidade incomum para alguma coisa.


Seus filmes possuem características que nos fazem identificar sua autoria, como a música, as fontes utilizadas para compor a estética de rótulos, cartazes e placas, os detalhes na construção de cada personagem que dá a eles o caráter único de serem diferentes do resto da humanidade e, ao mesmo tempo, tão próximos da realidade. Pessoas que não se encaixam em lugar algum mas que encontram uma forma de se salvarem da opressão, das complicações familiares, da desaprovação externa. 

Moonrise Kingdom está em cartaz para nos lembrar que o cinema é uma porta para a fantasia, uma janela para o impensável, um escape para o cotidiano racional das nossas vidas.


No filme, lembranças de um Jack Cousteau anunciando o grande dilúvio, a mensagem bíblica da arca de Noé e seu papel em reunir as espécies para salvar a diversidade na Terra, a fuga, o encontro e a ilha que cada um de nós representa na sua infinidade de contradições, certezas e incertezas.


Em cores que lembram os filtros antigos que adoramos aplicar em nossas fotos moderninhas, com roupas e músicas dos anos sessentas, Sam e Suzi são dois adolescentes considerados problemáticos que encontram uma forma de resolverem seus conflitos fugindo para viverem isolados dos demais. E juntos, bem juntos. Enquanto isso, o elenco, com grandes atores, como Bill Murray, Edward Norton, Jason Schwartzman, Tilda Swinton, Frances McDormand e Bruce Willis, iniciam uma busca que acaba por contar outras tantas pequenas histórias.


No entanto, prefiro as tomadas em que Sam e Suzi conversam, dançam e se conhecem sem a complexidade das relações adultas que se percebe nos outros núcleos do roteiro. A obstinação e a melancolia de ambos. A doce descoberta do amor. Os objetos que carregam. As coisas que deixam para trás.


Quando acabou o filme, pensei com minhas células cinéfilas: ficou faltando espaço para mais cenas dos dois. Em mim, faltou.

Mas nada disso impede que Wes Anderson, mais uma vez, realize uma obra genial, com personagens inesquecíveis e com o colorido único da sua paleta de papeis dramáticos.


                                                                                  Naiana Alberti

Talvez não pegue bem eu inaugurar aqui escrevendo sobre a novela das oito, símbolo manifesto das tramas previsíveis e das lições maniqueístas. Eu, pessoalmente, sempre critiquei o espaço gigante das novelas sem fim na grade da TV aberta. Mas então começou Avenida Brasil e matou o papai. 


A novela do lixão, do Leleco e da Carminha foi muito além da qualidade técnica inovadora e da preocupação estética cinematográfica, ela cumpriu sua função de entretenimento bom, bonito e barato (aliás, maior barato).
Sem timidez, confesso que na loucura das discussões policéfalas da família Tufão, sempre à mesa (como toda família de verdade), eu ria baixinho, lembrando dos Raposos. Porque no Divino todas as histórias são histórias de novela, das mais triviais e ordinárias. Adeus aos enredos intangíveis, aos problemas de ninguém, às clínicas no Leblon, às ações majoritárias e ao gêmeo bandido. O Divino é real.

Em um tom mais sério me deparei com uma problemática atávica da tal diferença de classes, ali no horário nobre, solucionada. Posso compartilhar? Me sinto no dever.

Nesse país de transformações diárias e mobilidade social non stop, a novela esclareceu, ao menos, essa questão: somos 180 milhões de brasileiros que se divertem juntos. Somos, velados ou não, chinelos, faceiros, do bairro.


Sabe o que mais? No salão do jockey, no baile da Vogue e na festa da filha do desembargador toca um funk de MC, guardado pro fim da festa, pra os líricos liberados, alter egos resolvidos, pra pista cheia, pra festa de verdade. Não existe hiato no imaginário de alegria e diversão por aqui. Por essas e outras nos sentimos tão representados, próximos e íntimos da Suélen,do Irã, do Cadinho,da Olenka e até do salafra do Max. Eu conheço essas pessoas e elas são ótimas.
No Brasil das avessas, haja cool Hunter para perceber o joie de vivre da perifa.

Enfim, Oi, oi, oi!

                                                                                             Caio Raposo


A Little Drama


Hoje o alvo da nossa conversa será o trabalho inspirador e contraditório de um dos mestres da fotografia de moda: Steven Klein.

O fotografo que contribui regularmente com as grandes revistas, como VOGUE, I-D e W, já trabalhou com personalidades da música e do cinema e consagrou campanhas de marcas como Dolce & Gabbana e Alexander McQueen.

Steven Klein gosta da desconstrução, suas imagens são de um negrume e beleza intrigantes. A mistura de elementos traz intensidade a cada detalhe, é como se nada pudesse ser belo demais, alguma coisa precisa destoar, chocar, doer. Daí a evocação do fetiche, as estrelas inebriadas e transições entre a vida e a morte. Klein sabe como opor o frágil ao vigoroso, monta cenas tão sombrias quanto sedutoras e escolhe peças e personalidades capazes de incutir profundidade a cada centímetro de imagem.

Uma de suas campanhas de maior sucesso traz Madonna caracterizada como uma típica dona de casa italiana em fotos que poderiam ser descritas como ‘uma belíssima desmistificação do glamour’.

Angelina Jolie e Brad Pitt também foram vítimas da lente afiada do fotografo, o casal alterna em cenas domésticas que remontam a dramática vida de um típico casal sessentista Americano.

Editoriais de moda com temas polêmicos e figuras “plásticas” são marcas registradas e diretamente associadas à estética apresentada por Klein em suas fotografias (como por exemplo uma série de imagens onde um modelo parece estar prestes a dar a luz, tamanha a qualidade de edição).

 

Recentemente, Lady Gaga trabalhou (mais uma vez) ao lado do fotografo no que supostamente teria sido “a maior produção do tipo para divulgação de um produto assinado por uma estrela pop”. O curta-metragem para apresentação do perfume Fame, traz a cantora em meio a paisagens misteriosas, difusões gráficas inspiradas por obras surrealistas como as do suíço H. R. Giger. (vídeo aqui!)

 Enfim, espero ter despertado em vocês pelo menos metade do meu interesse por este trabalho lindo, com um apelo estético único e de qualidade técnica indiscutível. Aos apaixonados por moda, procurem mais e encham os olhos com as contorções belas e bizarras de um dos maiores gênios da fotografia moderna.

           
Filipe Teixeira